O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (24) que ‘não cabe representação de miliciano’ no Palácio do Planalto. A declaração foi feita durante um ato de campanha em São Gonçalo (RJ), onde estava acompanhado do candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD).
“Eu queria dizer primeiro que da mesma forma que o Brasil não cabe no quintal de ninguém, no Palácio do Planalto não cabe a representação de miliciano lá dentro. É importante ter claro o que está em jogo no dia 4 de outubro”, declarou o petista, relembrando a soberania que mencionou em seu discurso na Assembleia Geral da ONU.
A declaração de Lula ocorre em um contexto de investigações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que destinou uma emenda parlamentar a um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe, um miliciano condenado por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco. A Polícia Federal investiga o desvio de dinheiro da emenda, que foi negociada em 2023.
Durante seu discurso, Lula pediu que os eleitores votem em candidatos da base aliada para evitar que a direita faça maioria no Senado, o que, segundo ele, transformaria o país em um ‘inferno’. O presidente também criticou a dependência dos clubes de futebol em relação às apostas esportivas, afirmando que pretende ‘acabar’ com o atual modelo das bets, que considera prejudicial à sociedade.


