As gírias utilizadas por adolescentes estão em constante transformação, refletindo as mudanças sociais e tecnológicas. Enquanto nos anos 1990 expressões como “mauricinho” e “ralar peito” eram comuns, a geração Z agora adota termos como “farmar aura” e “FOMO”. Especialistas explicam que essas expressões funcionam como uma forma de pertencimento entre grupos e se espalham rapidamente através da internet e redes sociais.
A repórter Graziela Azevedo destaca que a troca de gírias é um fenômeno recorrente, mas a velocidade com que novas expressões surgem e desaparecem atualmente é impressionante. A psicóloga Paloma Garcia, que desenvolveu um dicionário digital para entender a linguagem dos jovens, observa que as gírias atuam como códigos de identificação. “Uma gíria é uma senha de pertencimento de um grupo”, afirma Garcia.
De acordo com a especialista, enquanto gírias de gerações anteriores podiam durar uma década, hoje muitas se tornam obsoletas em poucos meses, especialmente quando os pais começam a usá-las. Além das gírias, os adolescentes também utilizam memes, danças e abreviações, como “mi” em vez de “miga”. Essa constante evolução da linguagem é vista como uma maneira natural de cada geração construir sua identidade e se diferenciar de seus pais.


