Na reta final de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, o uso adequado do repertório sociocultural é fundamental para uma redação consistente. O Enem, que ocorrerá nos dias 8 e 15 de novembro, exigirá dos participantes um texto dissertativo-argumentativo sobre um tema de ordem social, científica, cultural ou política.
Referências como livros, filmes, músicas e acontecimentos históricos podem enriquecer a discussão, mas é crucial que estejam relacionadas ao tema e contribuam para defender o ponto de vista apresentado. O uso inadequado dessas referências pode comprometer a avaliação, como aponta a Cartilha da Redação do Enem, que desde 2025 destaca os “repertórios de bolso” — referências decoradas que os candidatos tentam encaixar em diferentes temas, mesmo quando a conexão é superficial.
Para evitar esse problema, especialistas como Daniel Arantes, editor de conteúdo do Sistema de Ensino COC, e David Gonçalves, professor de Redação da Plataforma AZ, ressaltam que o repertório deve estar integrado à argumentação e não ser apenas uma citação isolada.
Não existe uma lista específica de referências autorizadas, mas exemplos como livros, filmes, músicas, acontecimentos históricos e conceitos filosóficos podem ser utilizados, desde que pertinentes ao tema proposto. Redações nota mil no Enem 2025 demonstraram a diversidade de repertórios, utilizando obras de diferentes áreas para abordar o envelhecimento na sociedade brasileira.
O repertório sociocultural é avaliado na Competência 2 da redação, que considera a compreensão do tema e o uso adequado da estrutura dissertativo-argumentativa. Portanto, o candidato deve não apenas demonstrar conhecimento, mas também relacionar esse conhecimento ao problema discutido.
Os erros mais comuns incluem a citação de referências sem explicação, o uso de informações imprecisas e a inclusão de exemplos que não acrescentam valor à argumentação. O uso de repertórios de bolso pode levar a uma redação fraca, pois a falta de conexão clara com o tema pode resultar em perda de pontos.
Para garantir que o repertório não esteja forçado, os candidatos devem se perguntar se a referência tem relação direta com o tema, se foi explicada de forma adequada e se sua remoção prejudicaria a compreensão do texto. A preparação deve focar em referências que o candidato compreenda bem, permitindo uma discussão mais rica e contextualizada.


