A defesa de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, apresentou nesta sexta-feira (23) uma nova manifestação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), exigindo que Lula cumpra promessas de transparência e divulgue dados sobre o uso do cartão corporativo e listas de visitantes do Palácio do Planalto. O ato ocorre após uma série de embates públicos, iniciados quando Lula desafiou Flávio a abrir dados fiscais e bancários dos últimos oito anos.
A defesa de Flávio classificou a solicitação de Lula como uma ‘promessa vazia’ e apresentou uma contraproposta, exigindo a divulgação de contas do presidente, de seus familiares e de aliados, incluindo dados sobre o Instituto Lula.
O ministro André Mendonça, relator do caso no TSE, esclareceu que os sigilos individuais podem ser renunciados por seus titulares sem necessidade de ordem judicial. Ele enfatizou que o acesso a extratos e declarações depende da vontade dos titulares e que gastos públicos sob sigilo podem ser revisados pelo governo.
A disputa em torno da abertura de dados sensíveis tem sido utilizada como uma estratégia de debate eleitoral, mas a efetiva divulgação enfrenta barreiras jurídicas e condições impostas por ambas as campanhas.


