A corretora Binance afirmou nesta sexta-feira (30) que os investimentos de seus clientes no Brasil permanecem seguros, apesar do ataque hacker que resultou no roubo de US$ 6,3 bilhões (cerca de R$ 34 bilhões) em criptomoedas.
Em comunicado, a empresa esclareceu que as criptomoedas dos clientes no Brasil são armazenadas em cold wallets, ou carteiras frias, que mantêm as chaves de acesso desconectadas da internet, dificultando o acesso de hackers.
Diferentemente das hot wallets, que estão conectadas à internet, as cold wallets oferecem uma camada adicional de segurança, conforme a Binance. A corretora também destacou que segue as diretrizes do Banco Central do Brasil, que exigem a separação dos recursos dos clientes dos da própria empresa.
Apesar das garantias de segurança, os saques de criptomoedas estão temporariamente suspensos como medida preventiva para permitir uma análise de segurança da plataforma. A empresa não informou uma data para a retomada dos saques, mas assegurou que os demais serviços continuam funcionando normalmente.
Celso Camilo, doutor em Inteligência Artificial pela Universidade Federal de Goiás, comentou que o ataque à Binance não compromete todos os investidores em criptomoedas, mas afeta a confiança no mercado. Ele destacou que a situação é especialmente preocupante para quem tem recursos na corretora.
O roubo gerou reações negativas no mercado de criptomoedas, com quedas significativas nos valores do Bitcoin e Ether, que caíram mais de 5% na tarde de sexta-feira. As ações de empresas como Coinbase também apresentaram perdas.
A Binance, que é uma das maiores corretoras do mundo, está colaborando com autoridades policiais, incluindo o FBI, para investigar o incidente. Até o momento, cerca de US$ 3 bilhões em criptomoedas roubadas foram localizados.
O ataque, considerado o maior já registrado na história do setor, levantou preocupações sobre a segurança das plataformas de criptomoedas e a proteção dos ativos dos investidores.


