O Amazonas registrou 2.258 focos de queimadas em outubro de 2026, o que representa uma redução de 39,40% em comparação a setembro, que teve 3.726 registros. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
Apesar da diminuição nos focos, o estado ocupa a sexta posição entre os que mais registraram queimadas em 2026, totalizando 8.515 ocorrências. Entre os dias 29 e 30 de outubro, os satélites identificaram 30 novos focos em todo o território amazonense.
A qualidade do ar, no entanto, continua a ser uma preocupação, com nove municípios apresentando índices que variaram de moderados a ruins, conforme monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva). As cidades afetadas incluem Manaus, Iranduba, Careiro da Várzea, Itacoatiara, Silves, Itapiranga, Urucará, Barreirinha e Parintins, sendo que em Iranduba e Parintins a qualidade do ar variou entre ruim e muito ruim.
A redução dos focos de queimadas coincide com ações de fiscalização e combate a crimes ambientais no estado. Entre 9 e 28 de outubro, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) aplicou R$ 8,5 milhões em multas e embargou 916,03 hectares durante a 13ª etapa da Operação Tamoiotatá 6. As ações de fiscalização ocorreram em seis municípios, onde foram identificadas irregularidades como desmatamento sem autorização e queimadas ilegais.


