A Justiça Federal decidiu, nesta semana, quebrar o sigilo médico sobre a morte de Tancredo Neves, ocorrida em 21 de abril de 1985, um mês após sua internação no Hospital de Base em Brasília. A decisão foi unânime e permite que a família do ex-presidente tenha acesso a documentos sigilosos que podem esclarecer suspeitas de erro médico durante seu tratamento.
Tancredo Neves foi internado com um quadro de diverticulite, e sua morte gerou diversas teorias e dúvidas sobre os procedimentos médicos realizados. O Conselho Federal de Medicina (CFM) e o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF) deverão liberar prontuários e outros documentos relevantes.
A busca por esclarecimentos sobre a morte de Tancredo começou em 2010, com a publicação do livro ‘O paciente’, que apontou falhas nos procedimentos médicos. A advogada da família, Juliana Porcaro, explicou que a liberação dos documentos é fundamental para entender o que ocorreu durante o tratamento.
Entre as suspeitas levantadas estão a decisão de realizar uma cirurgia de emergência, a presença de um número excessivo de acompanhantes na sala de cirurgia e a falta de clareza sobre uma advertência recebida por médicos envolvidos no caso. A divulgação dos dados é vista como uma forma de contar a história de uma nação e esclarecer as circunstâncias que cercaram a morte de Tancredo Neves.


