O conselho de administração da Uber Technologies enfrenta um processo apresentado por acionistas nesta segunda-feira (22), que acusam a gestão da empresa de negligência em relação a normas de conformidade. A ação foi protocolada em um tribunal federal de San Francisco, nos Estados Unidos, e alega que essa falha resultou em milhares de ações judiciais movidas por vítimas de agressão sexual e assédio.
Os acionistas, liderados por um fundo de pensão de Detroit, afirmam que os membros do conselho ignoraram repetidos alertas sobre a incapacidade da Uber em lidar adequadamente com casos de abuso sexual cometidos por motoristas. Além disso, eles sustentam que falhas de supervisão também contribuíram para ações judiciais movidas pelo governo federal, que acusou a empresa de se recusar a atender passageiros com deficiência, incluindo aqueles que utilizam animais de assistência ou cadeiras de rodas dobráveis.
A ação, classificada como derivativa, busca responsabilizar os diretores da Uber por supostas violações de deveres fiduciários e legislação federal de valores mobiliários. O CEO Dara Khosrowshahi está entre os réus. Os acionistas observam que, durante quase nove anos no cargo, ele tem sido menos ousado na supervisão das normas em comparação ao seu antecessor, mas ainda assim teria mantido práticas inadequadas.
Até 1º de junho, a Uber enfrentava 3.571 processos relacionados a condutas impróprias de motoristas. Os acionistas também afirmam que menos de 40% dos usuários acreditam que a empresa leva a segurança a sério. Recentemente, a Uber e a Lyft processaram a cidade de Nova York para tentar barrar uma nova lei que dificultaria a exclusão de motoristas inadequados, colocando em risco a segurança dos passageiros. Desde o pico em 22 de setembro, as ações da Uber acumularam uma queda superior a 25%.


