A companhia aérea letã airBaltic solicitou proteção contra falência sob o Capítulo 11 do Código de Falências dos Estados Unidos, em Nova York, nesta segunda-feira (14). A empresa busca reestruturar suas dívidas em meio a uma crise no setor aéreo, exacerbada pela guerra com o Irã.
Em um comunicado, a airBaltic anunciou que garantiu um compromisso de financiamento de € 350 milhões (aproximadamente US$ 405 milhões) de instituições financeiras, incluindo Strategic Value Partners, Barclays e Morgan Stanley. Este montante será utilizado para manter as operações durante o processo de reestruturação, que será supervisionado pela Justiça americana.
Erno Hilden, CEO da airBaltic, afirmou que a empresa dialogará com todos os envolvidos para estabelecer acordos sustentáveis e espera uma melhoria de € 44 milhões em seu resultado anual. Apesar do pedido de recuperação, os voos continuarão a operar normalmente.
A guerra entre os Estados Unidos e o Irã provocou um aumento acentuado nos preços do combustível de aviação, resultando na pior crise do setor desde a pandemia de Covid-19. A airBaltic enfrenta atualmente cerca de US$ 583 milhões em dívidas, incluindo compromissos financeiros e impostos.
O primeiro-ministro da Letônia, Andris Kulbergs, comentou que a solução de recuperação judicial é uma das melhores opções para garantir a viabilidade da companhia. O governo da Letônia continua em busca de um investidor estratégico enquanto a airBaltic reduz sua frota e reorganiza suas finanças.
A airBaltic é a segunda companhia aérea a entrar em colapso devido aos efeitos da guerra com o Irã, seguindo a Spirit Airlines, que encerrou suas operações em maio. Outras empresas do setor, como a AirAsia, também enfrentam dificuldades financeiras.


