A Argentina, o Panamá e o Equador foram identificados como alguns dos ’10 piores países do mundo’ para os direitos trabalhistas, conforme um estudo divulgado nesta segunda-feira (1º) pela Confederação Sindical Internacional (CSI). Esses países se juntam a uma lista que inclui Belarus, Egito, Essuatíni, Mianmar, Nigéria, Tunísia e Turquia.
A Argentina, por exemplo, caiu para a categoria 5, que representa o pior nível no Índice Global dos Direitos, marcando o segundo ano consecutivo de deterioração em sua classificação. O relatório destaca que as condições para trabalhadores e sindicatos têm se tornado cada vez mais repressivas sob o governo do presidente Javier Milei.
Entre as medidas criticadas está a implementação de um protocolo antibloqueio, que permite o uso indiscriminado da força policial para manter a ordem pública durante manifestações. A CSI observa que essa mudança reflete uma queda brusca na proteção dos direitos dos trabalhadores no país.
O Panamá também enfrenta desafios, com a CSI apontando que trabalhadores e sindicatos carecem de garantias para seus direitos básicos, enfrentando opressão constante. No Equador, uma nova lei permite vigilância sem ordem judicial, levantando preocupações sobre privacidade e direitos civis.
O estudo ressalta que, embora a legislação possa listar direitos, na prática, os trabalhadores não têm acesso a eles. A América Latina, em geral, continua sendo uma região perigosa para os trabalhadores, com execuções extrajudiciais e violações frequentes de direitos.
O secretário-geral da CSI, Luc Triangle, afirmou que a crise dos direitos trabalhistas não se limita a poucos países, mas afeta democracias ao redor do mundo, com governos falhando em proteger os direitos dos trabalhadores.


