Um tribunal da Coreia do Sul determinou que Chey Tae-won, presidente do grupo SK, deverá pagar 944 bilhões de wons (aproximadamente R$ 3,5 bilhões) à sua ex-esposa, Roh Soh-yeong, como parte do acordo de divórcio. Este valor é o maior já concedido em um divórcio no país, embora inferior ao montante de 1,38 trilhão de wons (cerca de R$ 5,1 bilhões) estipulado em uma decisão anterior.
Especialistas afirmam que Chey pode precisar vender parte de suas ações ou usá-las como garantia para levantar o valor, mas acreditam que isso não afetará seu controle sobre o conglomerado SK, que é o segundo maior da Coreia do Sul. A decisão judicial ocorre em um contexto em que a fortuna do grupo aumentou devido à demanda por semicondutores, especialmente com o avanço da inteligência artificial.
Após a decisão, as ações da holding SK caíram 3,8%, enquanto as da SK Hynix, fabricante de chips do grupo, recuaram 8,3% na Bolsa de Seul. O tribunal decidiu que as ações de Chey adquiridas durante o casamento devem ser consideradas parte do patrimônio do casal, uma vez que ambos contribuíram para seu crescimento.
Apesar da decisão, Chey manterá a posse das ações, optando por realizar o pagamento em dinheiro. A sentença ainda pode ser contestada e revisada pelo Supremo Tribunal da Coreia do Sul.


