Os economistas do mercado financeiro revisaram para baixo a estimativa de inflação para o ano de 2026, passando de 3,97% para 3,95%. Essa atualização, que representa o sexto recuo consecutivo, foi divulgada nesta quarta-feira (18) pelo Banco Central (BC) no boletim Focus, resultado de uma pesquisa com mais de 100 instituições financeiras realizada na última semana.
Se confirmada, essa projeção indicará que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ficará abaixo do índice do ano anterior, que foi de 4,26%. Para os anos seguintes, as expectativas permaneceram estáveis: 3,80% para 2027, 3,50% para 2028 e 3,50% para 2029.
A partir de 2025, com a implementação do sistema de meta contínua, o objetivo do BC é manter a inflação em 3%, considerando aceitável uma variação entre 1,50% e 4,50%. O impacto da inflação no poder de compra da população é significativo, especialmente para aqueles que recebem salários mais baixos, uma vez que os preços tendem a subir sem que os salários acompanhem essa elevação.
Quanto à taxa de juros, o mercado financeiro acredita que a Selic, atualmente em 15% ao ano, deve recuar, prevendo-se uma queda de 2,25 pontos percentuais ao final de 2026, quando a taxa deve chegar a 12,25% ao ano. Para 2027, a expectativa é de 10,50% ao ano e, para 2028, 10% ao ano.
Em relação ao crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, a estimativa se manteve em 1,80%, abaixo dos 2,25% projetados para 2025. Para 2027, a projeção de crescimento do PIB também é de 1,80%. Por fim, a expectativa para a taxa de câmbio é de relativa estabilidade, com os economistas prevendo que o dólar encerre 2026 em R$ 5,50, mesmo após a moeda ter recuado mais de 11% no ano passado.


