A Bugatti anunciou a restauração de um Veyron Grand Sport Vitesse com carroceria de alumínio polido, que ganhou notoriedade ao ser visto em Mônaco com o piloto de Fórmula 1 Fernando Alonso ao volante. O veículo, identificado pelo número de chassi 8.100, foi vendido recentemente pela empresa alemã Mechatronik, que também comercializou o Pagani Zonda Roadster Diamante Verde para o piloto.
O carro retornou à sede da Bugatti, em Molsheim, na França, para passar por um processo de certificação, recuperação e reconfiguração, com o objetivo de resgatar suas características originais e preservar sua história. O trabalho foi realizado pelo programa La Maison Pur Sang, que visa certificar a autenticidade dos veículos e auxiliar colecionadores na busca por modelos raros.
Durante a restauração, uma das etapas principais foi a remoção de personalizações adicionadas posteriormente, permitindo a recuperação da proposta original do carro. Embora a montadora não tenha divulgado detalhes sobre as peças substituídas ou reparadas, o processo incluiu a certificação do exemplar e a recuperação cuidadosa de sua configuração.
O acabamento externo do Veyron é um dos seus principais diferenciais, utilizando alumínio polido exposto que reflete a luz e cria um efeito espelhado. Para a fabricação, blocos de alumínio de até 20 toneladas foram levados para Molsheim, onde o design passou por estudos de proporções, superfícies e iluminação antes da execução final.
O interior do veículo apresenta um contraste marcante, com couro vermelho Carmine Red, fibra de carbono aparente e detalhes feitos à mão. O Veyron Grand Sport Vitesse é equipado com um motor W16 de 8.0 litros, capaz de gerar 1.200 cv de potência e 153 kgfm de torque, consolidando sua reputação como um dos supercarros mais potentes já produzidos.
Luigi Galli, especialista em patrimônio histórico da Bugatti, destacou que o programa busca acompanhar os colecionadores desde a pesquisa sobre a história de um veículo até a preservação de sua autenticidade para o futuro, garantindo que exemplares raros continuem a ser valorizados e apreciados.


