Os preços médios do suíno vivo caíram até 20% em fevereiro de 2026 nas regiões produtoras do interior de São Paulo, como Piracicaba, devido à baixa demanda da indústria por lotes de animais. O preço médio do suíno vivo foi de R$ 6,91 o quilo, marcando uma queda significativa em comparação ao mês anterior, quando o preço era de R$ 8,24.
Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da USP atribuem essa queda à retração nas compras e à incerteza dos produtores, exacerbada pelo conflito no Oriente Médio. Embora a região não seja um mercado importante para a carne suína brasileira, os impactos sobre os preços de frete e seguros marítimos estão preocupando os exportadores.
Em fevereiro de 2025, o preço do suíno vivo era de R$ 8,66, mostrando uma desvalorização de 20% em um ano. O Cepea observa que a situação atual é acompanhada com atenção, pois o conflito pode afetar canais de escoamento e a dinâmica do mercado.
Além disso, o Cepea destaca que, apesar de um cenário anterior de preços firmes, a incerteza atual está gerando preocupações sobre a continuidade dessa tendência, especialmente se o conflito se intensificar.


