A adolescência é uma fase desafiadora, e especialistas afirmam que a hiperconexão proporcionada pelos celulares a torna ainda mais complexa. O celular ocupa um papel central na rotina dos adolescentes, alterando as interações sociais e familiares. A pandemia, segundo especialistas, intensificou essa dependência, restringindo experiências sociais fundamentais.
Em Recife, um projeto social busca mitigar os efeitos da hiperconexão, promovendo atividades presenciais sem celulares. Participantes, como Jemerson, de 12 anos, relatam melhorias em suas habilidades sociais e vínculos interpessoais. A relação entre pais e filhos também é impactada, com muitos pais optando por manter os filhos em casa por medo da violência, resultando em um uso excessivo do celular.
Estudos revelam que a adolescência é um período crucial para o desenvolvimento social, e a pandemia cortou muitas interações importantes. Uma pesquisa de estudantes do Rio de Janeiro retrata a dificuldade de comunicação entre mães e filhas, refletindo a realidade de muitas famílias. As redes sociais, por sua vez, ampliam a pressão sobre a aparência, especialmente entre jovens, levando a comparações constantes que afetam a autoestima.
Especialistas alertam que o uso excessivo de filtros e a busca por aprovação nas redes sociais podem contribuir para transtornos de imagem e depressão. A atriz Ingrid Guimarães e sua filha Clara discutem como a comunicação entre gerações enfrenta desafios, ressaltando a importância de um diálogo aberto e acolhedor.
Em um mundo dominado por telas e comparações, fortalecer os vínculos familiares e criar espaços de conversa é essencial para ajudar os adolescentes a navegar por essa fase da vida.


