O julgamento inédito contra a Meta, dona do Instagram e Facebook, e o Google, que detém o YouTube, entrou em seu terceiro dia nesta quarta-feira (11) nos Estados Unidos. Adam Mosseri, chefe do Instagram, compareceu ao Tribunal de Los Angeles para depor sobre a alegação de que o design do aplicativo prejudica a saúde mental de crianças e adolescentes.
A ação foi movida por uma jovem de 20 anos, identificada como K.G.M., que afirma ter sido exposta a conteúdos prejudiciais desde os 6 anos, resultando em problemas como depressão e distorções na autoimagem. O júri deve se estender por oito semanas, e o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, está previsto para depor a partir do dia 18 deste mês.
No início do julgamento, o advogado da jovem argumentou que a jovem teve acesso a conteúdos perigosos e que os filtros do Instagram contribuíram para sua distorção de imagem. O TikTok e o Snapchat também foram alvos da ação, mas fecharam acordos confidenciais antes do início do julgamento.
A defesa do Google, por sua vez, contestou as alegações, afirmando que a plataforma não foi projetada para causar dependência. O advogado Luis Li argumentou que a jovem não é viciada, citando que ela usou o YouTube por uma média de apenas 29 minutos por dia nos últimos cinco anos.
Por outro lado, o advogado da jovem sustentou que as plataformas foram desenhadas para explorar a vulnerabilidade de cérebros em desenvolvimento. O caso é considerado um marco, pois pode influenciar ações semelhantes contra gigantes da tecnologia e definir a responsabilidade das redes sociais sobre a saúde mental de crianças e adolescentes.


