A colheita da soja da safra 2025/26 no Brasil alcançou 82% da área cultivada até quinta-feira da semana passada, conforme levantamento divulgado pela consultoria AgRural. O avanço foi de sete pontos percentuais em relação à semana anterior, mas ainda abaixo dos 87% registrados no mesmo período do ano passado.
Atualmente, a colheita está mais concentrada nas regiões com calendário agrícola mais tardio, como o Matopiba, que abrange Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, além do Rio Grande do Sul. A AgRural alerta que no Matopiba, o excesso de umidade tem causado problemas de qualidade nas lavouras, dificultando o ritmo da colheita e a recepção da produção nos armazéns.
Enquanto isso, no Paraná, as lavouras de milho da segunda safra enfrentam baixa umidade do solo e temperaturas acima da média, o que gera preocupação entre os produtores. A consultoria já havia reduzido sua estimativa para a safra brasileira do cereal, e a situação está se agravando em outras regiões, como no norte do Paraná e no sul de Mato Grosso do Sul.
Apesar dos desafios, as chuvas têm sido mais frequentes em outras áreas do centro-sul do país, o que favorece o desenvolvimento do milho da safrinha 2026. No entanto, a AgRural ressalta que o cereal precisa de precipitações regulares até maio para garantir bons níveis de produtividade.


