O governo brasileiro anunciou nesta segunda-feira (18) uma elevação na estimativa para a inflação oficial deste ano, passando de 3,7% para 4,5%. A informação foi divulgada no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. A alta se deve principalmente ao aumento do preço do petróleo, que ultrapassa os US$ 110, em decorrência da guerra no Oriente Médio, impactando diretamente os preços dos combustíveis.
O Ministério da Fazenda explicou que a expectativa de inflação reflete os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, mas também considera que parte do impacto será atenuada pela valorização do real e pelas medidas adotadas pelo governo para mitigar o repasse do aumento dos combustíveis no mercado interno.
Desde o início de 2025, com a implementação do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo aceitável uma variação entre 1,50% e 4,50%. Com a nova projeção de 4,5%, o governo atinge o limite da meta estabelecida.
Economistas do mercado financeiro, no entanto, preveem uma inflação ainda mais elevada, estimando um índice de 4,92% para este ano. Além disso, o governo manteve sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,3%, o que representa a mesma taxa do ano anterior.
A Secretaria de Política Econômica observou que, no primeiro trimestre, a composição do crescimento foi alterada, com a indústria contribuindo menos e os serviços ganhando maior participação. A expectativa é de que o ritmo de crescimento diminua nos próximos trimestres, refletindo os efeitos da política monetária restritiva, com uma recuperação prevista apenas para o quarto trimestre.


