O programa nuclear iraniano está no centro do conflito que eclodiu no último sábado (28), envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. Este artigo busca esclarecer questões sobre o funcionamento de uma bomba atômica e o papel do urânio nesse processo.
A bomba atômica convencional opera por meio de um processo chamado fissão nuclear, onde núcleos de átomos instáveis, como o urânio-235, se quebram ao serem atingidos por nêutrons, liberando uma quantidade colossal de energia. Essa reação em cadeia é o que gera a explosão devastadora.
O número “235” ao lado do urânio se refere à sua massa, que é crucial para a fabricação de armas nucleares. O urânio-235, que representa apenas 0,72% do urânio natural, deve ser separado do urânio-238 através de um processo chamado enriquecimento, que é caro e demorado.
O enriquecimento de urânio é realizado em ultracentrífugas, onde o urânio natural é transformado em gás e separado em suas frações. Para que uma bomba nuclear seja fabricada, é necessário que o urânio-235 esteja em concentração suficiente.
Além do urânio, o plutônio-239 também pode ser utilizado em armas nucleares, embora apresente riscos maiores. A fissão nuclear libera uma quantidade de energia imensa, tornando a bomba atômica uma das armas mais destrutivas já criadas.
Por fim, é importante destacar que a bomba de hidrogênio, ou bomba termonuclear, é ainda mais poderosa, combinando fissão e fusão para liberar energia.


