A Polícia Federal (PF) utiliza equipamentos avançados que permitem acessar dados de celulares, mesmo quando os aparelhos estão desligados ou sem a senha. Ferramentas como o Cellebrite e o Greykey são capazes de recuperar mensagens e arquivos, mesmo que tenham sido apagados.
Esses programas operam de maneira restrita e são utilizados em investigações para extrair informações essenciais. Uma das etapas cruciais do processo é a preservação do dispositivo em um ambiente que bloqueia ondas eletromagnéticas, conhecido como Gaiola de Faraday, para evitar que o dono do celular apague os dados remotamente.
Segundo Wanderson Castilho, perito em segurança digital, a técnica de extração de dados varia conforme o estado do dispositivo. Se o celular estiver bloqueado, ferramentas como Greykey e Cellebrite tentam descobrir a senha de bloqueio conectando-se via USB. Já se o aparelho estiver desligado ou danificado, pode-se utilizar a técnica de chip off, que envolve desmontar componentes do celular para transferir as informações.
A urgência na extração de dados se deve ao fato de que algumas informações, como a senha de bloqueio, são armazenadas temporariamente. A eficácia das ferramentas pode ser comprometida se o dispositivo for desligado e ligado novamente, dificultando a recuperação de dados.
Além disso, a licença para utilizar programas como Greykey e Cellebrite pode custar cerca de US$ 50 mil por ano. A PF tem se mostrado empenhada em utilizar essas tecnologias para garantir a eficácia nas investigações.


