A Meta e o Google estão enfrentando um julgamento histórico nos Estados Unidos, onde são acusados de promover vícios em crianças e adolescentes por meio de seus algoritmos. O processo, que entrou no terceiro dia nesta quarta-feira (11), pode estabelecer um precedente global, incluindo implicações para o Brasil.
O antropólogo David Nemer, professor da Universidade da Virgínia, afirmou que, se o júri decidir que as plataformas devem ser responsabilizadas, isso poderá mudar a lógica de responsabilização das empresas de tecnologia. O caso foi movido por uma jovem que alega que as redes sociais contribuíram para sua depressão e ansiedade.
Atualmente, as big techs são protegidas pela Seção 230, que as isenta de responsabilidade sobre o conteúdo publicado por usuários. Contudo, a discussão em torno do julgamento pode levar a uma mudança nessa legislação, semelhante ao que ocorreu com a regulamentação da indústria do tabaco.


