No dia 2 de abril de 2025, Donald Trump anunciou a ‘independência econômica’ dos Estados Unidos, impondo tarifas de importação a todos os países. Desde então, o presidente americano tem demonstrado disposição em manter essa medida, mesmo diante de questionamentos legais pela Suprema Corte.
A Casa Branca informou que todos os países, com algumas exceções, seriam submetidos a uma sobretaxa básica de 10% sobre todas as importações, e 85 países que exportam mais para os EUA do que importam enfrentariam tarifas mais altas, chegando a até 50%. O impacto foi imediato, provocando uma queda nos mercados financeiros globais.
Após o anúncio, o governo americano decidiu pausar as tarifas acima da taxa básica por 90 dias, permitindo que parceiros comerciais, como a União Europeia e o Vietnã, tentassem negociar acordos para reduzir as tarifas. As tarifas específicas por país entraram em vigor em agosto de 2025, com o Brasil sendo penalizado com uma tarifa adicional de 40%, que foi revertida em novembro do mesmo ano.
As empresas americanas, antecipando as tarifas, aumentaram drasticamente os pedidos, resultando em um volume de bens importados 20% maior do que a média dos anos anteriores. Durante o período de suspensão, as cadeias de suprimentos foram deslocadas para países com menor risco tarifário, beneficiando nações como Austrália e várias nações da América Latina.
No entanto, a medida não trouxe a produção de volta para os Estados Unidos. A arrecadação alfandegária dos EUA cresceu significativamente, mas os custos das tarifas foram majoritariamente arcados pelos importadores americanos, resultando em um custo médio de mil dólares por domicílio americano em 2025.
A incerteza no comércio global aumentou, com novos acordos sendo fechados e desfeitos rapidamente, enquanto a decisão da Suprema Corte em fevereiro de 2026 questionou a base legal das tarifas, criando um cenário de imprevisibilidade para exportadores e importadores.


