A classificação da Seleção Brasileira para o mata-mata da Copa do Mundo de 2026 reacende uma dúvida comum entre trabalhadores: quem vai assistir ao jogo desta segunda-feira (29), às 14h, pode sair mais cedo do trabalho?
Na prática, a resposta depende do empregador. Apesar de muitas empresas flexibilizarem a jornada durante a Copa, a legislação não obriga a liberação dos funcionários durante as partidas da Seleção. Por isso, trabalhadores precisam ficar atentos às regras da empresa para evitar descontos no salário, compensação de horas ou outras sanções.
No governo federal, uma portaria do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autoriza, em caráter excepcional, a alteração do horário de trabalho nos dias de jogos da Seleção. Contudo, isso não significa que haja ponto facultativo. Os órgãos federais continuarão funcionando normalmente, e a liberação dos servidores dependerá da organização de cada órgão.
No jogo desta segunda-feira, os servidores federais poderão deixar o trabalho a partir das 11h, desde que haja autorização do órgão e as horas não trabalhadas sejam compensadas. Para servidores estaduais e municipais, as regras variam conforme a administração local, podendo haver ponto facultativo ou redução do expediente.
Entre as 27 capitais brasileiras, 21 decretaram ponto facultativo ou reduziram o expediente. A data também coincide com o Dia de São Pedro, feriado em duas capitais.
Capitais com ponto facultativo ou expediente reduzido incluem Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Fortaleza, João Pessoa, Macapá, Manaus, Natal, Recife, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, Palmas, Porto Alegre, Porto Velho, São Paulo, Teresina e Vitória. As capitais onde é feriado de São Pedro são São Luís e Boa Vista. As cidades que ainda não divulgaram como será o funcionamento são Curitiba, Florianópolis, Goiânia e Maceió.
O ponto facultativo permite que os órgãos públicos dispensem os servidores sem prejuízo da remuneração, mantendo apenas os serviços essenciais. No setor privado, a decisão cabe a cada empregador. Os próximos jogos do Brasil na Copa também devem suscitar dúvidas semelhantes em relação à jornada de trabalho.


