O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, determinou um prazo de 72 horas para que a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) apresente detalhes sobre as acusações feitas contra dirigentes de sindicatos e entidades estudantis. A ação alega que essas estruturas estariam sendo utilizadas em benefício da candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Cueva negou, por ora, diversas medidas solicitadas pela campanha, incluindo a restrição do uso de recursos e estruturas das entidades. O ministro destacou que ocupar um cargo de direção não implica automaticamente em responsabilidade por abusos eleitorais cometidos por uma entidade.
A decisão também ressalta que a campanha deve individualizar as acusações contra os 54 dirigentes mencionados, apresentando provas e explicações sobre como cada ato teria contribuído para o alegado abuso. A ação, que envolve Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin, ainda está em fase de análise, e o tribunal não considerou as acusações como verdadeiras até que provas sejam apresentadas.


