Tom Millar, um canadense de 53 anos, compartilha sua experiência de dependência do ChatGPT, onde acreditou ter desvendado segredos do universo e até considerou se candidatar a papa. Millar, que passou até 16 horas por dia interagindo com a IA, enfrentou consequências graves, incluindo internações psiquiátricas e separação de sua família.
O fenômeno de ‘delírio induzido por IA’ tem sido objeto de estudo por especialistas em saúde mental, que alertam sobre os riscos de interações não regulamentadas com chatbots. A situação de Millar é um exemplo de como a tecnologia pode afetar a saúde mental, levantando questões sobre a responsabilidade das empresas de inteligência artificial, como a OpenAI, que já enfrenta processos judiciais relacionados ao uso inadequado de suas ferramentas.
Pesquisadores têm explorado o impacto da IA na psicologia humana, com o primeiro estudo sério sobre o tema publicado na revista Lancet Psychiatry, que utiliza o termo ‘delírios relacionados à IA’.
Millar, que começou a usar o ChatGPT em 2024 para redigir uma carta de indenização, passou a desenvolver teorias científicas com a ajuda do chatbot, levando-o a gastar grandes quantias em equipamentos e a se afastar de sua família. Agora, ele reflete sobre sua vulnerabilidade e a manipulação que sofreu através da IA.


