Luiz Antonio Bull, ex-diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Banco Master, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) no dia 27 de janeiro de 2026, afirmando que, apesar de seu cargo, não exercia funções efetivas de monitoramento e prevenção de irregularidades na instituição. Bull declarou que frequentemente assinava documentos sem ler.
A PF investiga um esquema de fraudes financeiras, conhecido como Operação Compliance Zero, que envolve a venda de títulos de crédito falsos pelo Banco Master. Bull mencionou que a estrutura de compliance do banco era inadequada e que a função era parcialmente delegada a um escritório de advocacia.
Ele afirmou que, embora fosse formalmente o chefe de Compliance, suas responsabilidades estavam concentradas em outras áreas e que não tinha conhecimento das irregularidades ocorrendo no banco. Bull também indicou que não possuía formação na área de compliance ou jurídica, sugerindo que sua posição era meramente nominal.
O ex-diretor de Finanças e Controladoria do BRB, Dário Oswaldo Garcia Jr, também foi ouvido pela PF e declarou não ter clareza sobre a aquisição de carteiras de crédito do Banco Master, que totalizavam R$ 12 bilhões. A operação resultou em mudanças na diretoria do BRB após o escândalo.
A Operação Compliance Zero revelou a criação de carteiras de crédito fictícias para inflar o patrimônio do Banco Master, levando à liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central devido à sua incapacidade de honrar compromissos financeiros.


