A avaliação entre interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indica que o início do quarto mandato requer um ajuste fiscal focado na contenção e revisão de despesas, sem que isso seja interpretado como um estelionato eleitoral.
O governo se compromete a preservar os benefícios e programas sociais prometidos durante a campanha, evitando qualquer sinalização de descumprimento das promessas feitas aos eleitores.
Um plano para o ajuste fiscal será apresentado em momento oportuno. A decisão de não antecipar medidas ou metas é considerada estratégica, uma vez que o governo busca evitar a criação de expectativas que possam resultar em frustrações e reações negativas do mercado financeiro.
A escolha do futuro ministro da Fazenda estará diretamente ligada a esse plano, com a responsabilidade de equilibrar as demandas sociais e do mercado financeiro, além de transformar o ajuste em ações concretas.
Entre os nomes cotados para assumir a Fazenda estão: Dario Durigan, que possui boa relação com o mercado financeiro e experiência na pasta; Rafael Fonteles, governador do Piauí, com vivência na área econômica; Camilo Santana, considerado um político de confiança de Lula; e Geraldo Alckmin, que, embora seja uma alternativa de peso político, enfrenta a limitação de ser vice-presidente e não poder ser afastado como um ministro comum em caso de crise.
O desafio é encontrar um candidato que possua autoridade política, boa comunicação com o mercado e a capacidade de implementar um ajuste fiscal delicado, sem comprometer as promessas eleitorais.


