O senador Flávio Bolsonaro (PL) fugiu para os Estados Unidos no dia 29 de outubro, onde busca amparo em sua relação com o presidente americano, Donald Trump. Apesar de afinidades políticas e ideológicas, a conexão entre os dois é marcada por um contato pessoal limitado, com apenas um encontro registrado e Trump evitando apoio público a Flávio durante as eleições brasileiras.
Trump, ao ser questionado sobre a fuga de Flávio e a carta onde se autodenomina ‘líder do Brasil’, declarou que não queria se envolver e que não tomou partido nas eleições, respeitando o pedido do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A relação entre eles é complexa, com Trump evitando um apoio explícito, mesmo que tenha reconhecido o desempenho de Flávio como ‘impressionante’ após o primeiro turno.
Um dos momentos mais significativos da relação ocorreu em maio, quando Flávio se reuniu com Trump na Casa Branca e solicitou a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Essa solicitação foi atendida, mas gerou críticas no Brasil, onde o governo se opôs à medida, alegando riscos à soberania nacional.
Além disso, Flávio se viu em meio a tensões comerciais quando os EUA impuseram tarifas sobre produtos brasileiros, um tema que ele tentou contornar em suas conversas com Trump. A relação entre Flávio e Trump, embora marcada por afinidades, é também repleta de nuances e desafios, refletindo a complexidade da política internacional.


