A equipe econômica do governo brasileiro anunciou na sexta-feira (25) a liberação de R$ 5,7 bilhões para gastos dos ministérios no orçamento de 2026. A informação foi divulgada no relatório de receitas e despesas do terceiro bimestre pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento.
A autorização para os novos gastos foi possível devido à reestimativa para baixo das despesas previstas para 2026, permitindo que o governo constatasse um espaço dentro do arcabouço fiscal, a norma aprovada em 2023 que regula as contas públicas. De acordo com as regras, o aumento real dos gastos não pode exceder 2,5% ao ano, e as despesas não podem ultrapassar 70% do crescimento projetado da arrecadação.
Apesar da liberação, R$ 17,9 bilhões permanecem bloqueados em 2026, uma vez que, em maio, o governo havia informado que o total da contenção era de R$ 23,7 bilhões. Os novos gastos autorizados serão direcionados a despesas livres dos ministérios, que incluem investimentos e verbas para universidades federais, entre outros.
Além disso, o governo tem a meta de alcançar um saldo positivo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano, o que equivale a cerca de R$ 34,3 bilhões. O cumprimento da meta fiscal é essencial para a saúde das contas públicas e para a manutenção da confiança dos investidores.


