O Ministério da Fazenda estimou, nesta quarta-feira (17), que o projeto de renegociação das dívidas rurais, aprovado pelo Senado, terá um impacto superior a R$ 22 bilhões em 2027. A proposta inclui uma nova linha de crédito de R$ 200 bilhões, voltada para produtores afetados por eventos climáticos extremos ou impactos econômicos decorrentes de conflitos geopolíticos.
Com as alterações feitas no Senado, o texto precisará passar por nova deliberação na Câmara dos Deputados antes de seguir para a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A Fazenda informou que o custo total para a União pode chegar a R$ 139,8 bilhões em 13 anos, sendo R$ 22,4 bilhões apenas em 2027.
Esse impacto dificulta ainda mais o retorno das contas públicas ao azul, uma vez que o governo propôs uma meta de superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) para o próximo ano. A meta ainda precisa ser aprovada pelo Congresso e, se cumprida, representaria o primeiro resultado positivo desde 2022.
Com a renegociação das dívidas, a equipe econômica projeta um resultado positivo de apenas R$ 8 bilhões em 2027. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo buscará soluções junto ao Congresso para ajudar o agronegócio, ressaltando que mais de 90% do setor não enfrenta problemas de endividamento.


