Heloisy Rodrigues se tornou a primeira mulher a se formar em inteligência artificial em uma universidade pública no Brasil, concluindo o curso na Universidade Federal de Goiás (UFG) em 2023. O aumento do número de graduações na área reflete a crescente demanda por profissionais qualificados, com salários que podem chegar a R$ 32 mil, segundo pesquisa do LinkedIn em 2026.
Desde a introdução do curso em 2019, a UFG tem sido pioneira, e atualmente existem 76 bacharelados em IA no Brasil, com 44% deles em instituições públicas. A concorrência é alta, com a nota de corte na UFG superando a de medicina, alcançando 846,72 pontos no Sisu 2026.
Os alunos aprendem uma variedade de disciplinas, incluindo matemática, lógica, programação e ética em IA. Silvio Meira, cientista e presidente do Conselho do Porto Digital, destaca a importância de uma formação sólida em fundamentos, para que os graduados não fiquem obsoletos rapidamente.
Além de habilidades técnicas, a graduação enfatiza soft skills e a responsabilidade social, preparando os alunos para enfrentar os desafios éticos e sociais que a tecnologia impõe. A demanda por profissionais da área é descrita como “extremamente aquecida”, com oportunidades em setores como saúde, governo digital e automação de processos.


