José Carlos de Souza, de 42 anos, foi condenado a 30 anos de prisão pela morte de sua ex-esposa, Ângela Vieira dos Santos. O julgamento, realizado na sexta-feira (22), em Jaru, Rondônia, resultou na decisão dos jurados de não reconhecer a qualificadora de feminicídio, contrariando a tese da Promotoria e o depoimento do filho da vítima.
O crime ocorreu em dezembro de 2024, quando Ângela foi morta por estrangulamento em seu apartamento. Inicialmente, as investigações consideraram diversas hipóteses, incluindo morte por envenenamento e infarto fulminante, mas a linha de investigação se alterou para a possibilidade de feminicídio.
A Promotoria argumentou que o réu não aceitava o término do relacionamento, o que foi corroborado pelo filho da vítima, que relatou conflitos após a separação. A acusação sustentou que o homicídio foi cometido por motivo fútil e em circunstâncias que dificultaram a defesa da vítima.
No entanto, os jurados decidiram, por quatro votos a três, não reconhecer a qualificadora de feminicídio, resultando na condenação de José Carlos por homicídio simples. O promotor de Justiça, Fabiano Marques, anunciou que o Ministério Público irá recorrer da decisão, buscando o reconhecimento do feminicídio.
A defesa de José Carlos não se pronunciou sobre a condenação, mas confirmou que também recorrerá da decisão.


