Diante do temor de que a guerra se prolongue, os super-ricos de Dubai começaram a deixar o opulento centro de negócios por todos os meios possíveis, às vezes pagando centenas de milhares de dólares. A cidade dos Emirados Árabes Unidos, conhecida por atrair pessoas ricas devido a seus baixos impostos, segurança, luxo e um governo favorável aos negócios, enfrenta um momento crítico.
Nos últimos dias, com drones e mísseis cruzando os céus, muitos estão pagando grandes quantias para garantir uma rota de fuga segura. A tarefa, no entanto, é complicada, pois o espaço aéreo dos Emirados Árabes Unidos está parcialmente fechado. A situação se intensificou com a queda de mísseis que deixou três mortos, representando a parte mais intensa da campanha de represálias do Irã após a ofensiva dos Estados Unidos e Israel que resultou na morte do líder supremo iraniano.
Uma mulher turca, Evrim, relatou que sua família pagou US$ 200 mil para voar do sultanato de Omã até Genebra, na Suíça, após uma explosão causada por destroços de um míssil que atingiu um hotel de luxo em Palm Jumeirah. Ela expressou preocupação com a segurança de seus filhos e a possibilidade de que sair se tornasse ainda mais difícil caso o conflito se agravasse.
Governos estrangeiros, incluindo Reino Unido e Alemanha, estão enviando aviões a Omã para evacuar seus cidadãos, enquanto a demanda por voos privados aumentou. Os preços dispararam devido à escassez de aeronaves, e muitos estão deixando o país pela Arábia Saudita, onde os aeroportos continuam operando. No entanto, a obtenção de vistos tem sido um desafio para alguns evacuados.


