O governo da Indonésia anunciou nesta sexta-feira (6) a proibição do acesso de menores de 16 anos às redes sociais, em resposta a preocupações sobre riscos como pornografia, cyberbullying, fraudes e dependência da internet. A medida será implementada a partir de 28 de março e afetará plataformas como YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X, Bigo Live e Roblox.
A ministra das Comunicações, Meutya Hafid, destacou que a intervenção visa aliviar a pressão sobre os pais, que muitas vezes enfrentam dificuldades em controlar o uso das redes por seus filhos. Ela defendeu a decisão como necessária para retomar o controle sobre o futuro das crianças, afirmando que a tecnologia deve servir para humanizar e não sacrificar a infância.
O governo indonésio reconhece que a nova regra pode causar transtornos iniciais, mas acredita que é a melhor abordagem diante da atual ‘emergência digital’. O anúncio ocorre em um contexto global onde países como Austrália e França já tomaram medidas semelhantes para restringir o acesso de crianças às redes sociais.
A Austrália, por exemplo, implementou restrições em dezembro de 2025, enquanto a União Europeia está discutindo ações similares, com Dinamarca, Grécia e Espanha pressionando por regulamentações mais rigorosas. Recentemente, a Índia também manifestou interesse em adotar medidas para proteger crianças de abusos online.


