Chiquinho e Domingos Brazão, condenados pelo Supremo Tribunal Federal como mandantes do assassinato de Marielle Franco, têm um histórico criminal que remonta a 1987, quando se envolveram em outro homicídio. Na ocasião, Domingos disparou contra Luiz Cláudio Xavier dos Reis, matando-o, enquanto feriu Jairo Neves dos Santos. O crime ocorreu em um contexto de ciúmes e desavenças pessoais. Na época, os irmãos ainda não eram figuras políticas e não tinham foro privilegiado. O caso, que deveria ter ido a júri popular, ficou paralisado por uma decisão judicial considerada inusitada e esdrúxula, levando ao julgamento apenas em 2003, quando Domingos já era deputado estadual e foi absolvido por legítima defesa.


