A sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes revelou diversas questões ainda não resolvidas, além do julgamento conjunto com o ministro André Mendonça.
Entre os principais pontos a serem definidos estão o rito para a análise de apurações contra ministros da Corte e a necessidade de um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que uma investigação ocorra. O presidente do STF, Edson Fachin, também deve decidir sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e a retomada de inquéritos que estão paralisados.
A crise no STF se intensificou após Mendonça divulgar um relatório que implicava Moraes em mensagens de Daniel Vorcaro, o que levou Moraes a questionar a condução dos inquéritos por Mendonça. Ministros da Corte expressam dificuldades em encontrar uma solução institucional para a crise, que já dura mais de 15 dias e tem causado embates e trocas de acusações.
A análise sobre Moraes foi suspensa após um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que tem até 90 dias para devolver o caso ao plenário. Este caso é inédito, pois nunca antes o STF discutiu a abertura de uma investigação contra um de seus integrantes.
Fachin indicou que o plenário poderia determinar uma apuração mesmo sem um pedido da PGR ou da PF, enquanto Moraes argumentou que isso não seria procedente. A sessão ainda deve decidir sobre a possibilidade de um voto de desempate caso haja um empate na votação.


