O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca neste domingo (14) rumo à França para participar da reunião de líderes do G7, que ocorrerá na terça-feira (16) em Évian-les-Bains. O governo brasileiro considera a possibilidade de um encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a cúpula, embora não haja uma reunião previamente agendada entre os dois.
A estratégia do Palácio do Planalto é garantir que Lula esteja presente no primeiro dia do evento, uma vez que Trump pode comparecer apenas à abertura da reunião, como ocorreu no G7 do ano anterior no Canadá. Apesar da ausência de solicitações formais para um encontro, a falta de pedidos não é vista como um impedimento.
O encontro ocorre em meio a uma nova ofensiva dos EUA contra produtos brasileiros, que pode resultar em tarifas elevadas. O governo brasileiro avalia que a proposta de tarifa adicional de 25% pode ser revertida, enquanto a sobretaxa de 12,5% é considerada uma decisão já consolidada.
Embora o Brasil não faça parte do G7, Lula tem sido convidado para participar das reuniões do grupo desde seu retorno ao Palácio do Planalto em 2023. Durante a cúpula, Lula deve adotar uma postura crítica em relação ao protecionismo e ao unilateralismo, expressando sua oposição às tarifas americanas sem confrontar diretamente Trump.
Além do encontro com Trump, Lula tem uma agenda cheia, incluindo reuniões com o presidente da França, Emmanuel Macron, o secretário-geral da Interpol, Valdecy Urquiza, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, entre outros líderes.


