A empresa Anthropic gerou grande alvoroço nas últimas semanas ao anunciar seu novo modelo de inteligência artificial, Claude Mythos, que supostamente supera humanos em tarefas de hacking e segurança cibernética. Essa revelação provocou discussões entre reguladores, parlamentares e instituições financeiras sobre os potenciais riscos que a ferramenta pode representar para os serviços digitais.
O Mythos foi acessado por várias gigantes da tecnologia através de uma iniciativa chamada Project Glasswing, que visa fortalecer a resiliência contra as ameaças que ele mesmo pode representar. A Anthropic anunciou que irá expandir o acesso ao modelo para mais 150 instituições em setores variados, como energia, saúde e comunicações, após a devida verificação de segurança.
Embora alguns especialistas permaneçam céticos quanto às habilidades do Mythos, as preocupações sobre sua capacidade de comprometer a segurança dos sistemas financeiros são sérias. O ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, mencionou que o modelo foi discutido em uma reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington, destacando a importância do tema para autoridades financeiras globais.
Pesquisadores que testaram o Mythos relataram que ele é capaz de identificar vulnerabilidades críticas em sistemas operacionais e navegadores, levantando alarmes sobre a segurança cibernética. O diretor do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, enfatizou a necessidade de uma análise cuidadosa das implicações desse desenvolvimento na segurança digital.


