A Meta enfrenta um processo judicial por supostamente expor usuários em situações íntimas ao permitir que funcionários terceirizados acessassem imagens geradas por seus óculos inteligentes, como o Ray-Ban Meta. O processo foi iniciado em um tribunal da Califórnia, alegando propaganda enganosa e violação de leis de privacidade.
Os registros acessados incluem imagens de pessoas em banheiros e em relações sexuais, além de dados bancários e mensagens privadas. A denúncia surge após uma reportagem da imprensa sueca revelar a rotina de funcionários que analisam essas imagens para treinar a inteligência artificial da Meta.
Os trabalhadores, conhecidos como ‘anotadores de dados’, têm acesso a vídeos que mostram momentos privados, o que levanta preocupações sobre a privacidade dos usuários. A Meta, por sua vez, afirma que as imagens são borradas antes da revisão, embora relatos indiquem que o filtro nem sempre funcione adequadamente.
O processo também destaca que os óculos foram comercializados como produtos que garantem a privacidade dos usuários. O Escritório do Comissário de Informações do Reino Unido está considerando acionar a Meta para obter mais informações sobre o uso de dados pessoais.


