O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, decidiu manter a prisão preventiva do deputado estadual do Rio de Janeiro, Thiago Rangel, do partido Avante. A determinação foi proferida na quarta-feira, 6 de maio de 2026, e impede que a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) vote sobre a soltura do parlamentar.
Thiago Rangel foi preso na terça-feira, 5 de maio, durante a quarta fase da Operação Unha e Carne da Polícia Federal, que investiga fraudes na compra de materiais e na contratação de serviços pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. A operação resultou em sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em diversas localidades.
O despacho de Moraes é uma resposta ao histórico da Alerj, que em dezembro de 2024, havia derrubado a prisão do ex-presidente da Casa, Rodrigo Bacellar, também preso na mesma operação. As investigações revelaram que Rangel ofereceu cargos na educação a pessoas ligadas a um traficante conhecido como ‘Junior do Beco’. Mensagens trocadas entre Rangel e seu braço direito, Fábio Pourbaix de Azevedo, foram identificadas durante as apurações.
