O governo francês acusou, nesta segunda-feira (16), a esquerda radical de incentivar um “clima de violência” a um mês das eleições municipais, após a morte do ativista de extrema direita Quentin Deranque, de 23 anos, em Lyon. A morte está sendo investigada como homicídio doloso pela Justiça, que ainda não realizou detenções.
Deranque faleceu no fim de semana, após ser agredido durante um protesto da extrema direita contra um evento de uma eurodeputada de esquerda na quinta-feira (12). O promotor de Lyon, Thierry Dran, confirmou que a investigação está em andamento para identificar os responsáveis pela agressão, que envolveu pelo menos seis indivíduos encapuzados.
O incidente reacendeu o confronto entre a extrema direita e a esquerda radical, em um cenário de crescente polarização política no país. A porta-voz do governo, Maud Bregeon, atribuiu “responsabilidade moral” ao partido de esquerda radical França Insubmissa (LFI) por supostamente ter promovido um ambiente de violência nos últimos anos.
O ataque foi atribuído por membros da extrema direita a ex-ativistas do movimento antifascista Jeune Garde, que foi dissolvido em junho do ano passado. O líder da LFI, Jean-Luc Mélenchon, negou qualquer responsabilidade no caso, que já provoca discussões sobre as próximas eleições municipais e a eleição presidencial de 2027.


