A SpaceX se prepara para realizar nesta semana o 12º teste não tripulado da Starship, o foguete de nova geração da empresa. Esta será a estreia da versão V3, considerada uma etapa importante para os planos de Elon Musk de ampliar a exploração espacial e para a aguardada chegada da empresa à bolsa de valores.
A nova Starship foi equipada com tecnologias voltadas para futuras missões à Lua e a Marte, e o teste será acompanhado de perto por investidores, já que ocorrerá às vésperas do IPO (oferta pública inicial de ações) da empresa. O foguete é central na estratégia de Musk para reduzir os custos de lançamentos espaciais, expandir a rede de satélites Starlink e viabilizar projetos como centros de dados em órbita e missões tripuladas para outros planetas.
A decolagem está prevista para quinta-feira, a partir da base da empresa em Starbase, no Texas. O teste será realizado em uma nova plataforma de lançamento, projetada para suportar um foguete mais potente. A Starship é composta por duas partes principais: a nave superior e o foguete propulsor Super Heavy, que teve seus motores Raptor redesenhados para maior potência e leveza.
Embora a SpaceX não tente pousar ou recuperar as partes do foguete nesta missão, o teste incluirá manobras controladas de retorno antes da queda no mar. O Super Heavy deve amerissar no Golfo do México cerca de sete minutos após a decolagem, enquanto a Starship deve concluir o voo no Oceano Índico aproximadamente uma hora depois.
O desempenho da Starship V3 será observado atentamente, pois um voo bem-sucedido pode reforçar a percepção de que o maior e mais potente foguete já construído está se aproximando da operação comercial. Elon Musk afirmou que espera enviar a primeira missão não tripulada da Starship a Marte até o fim de 2026, e o foguete também faz parte de um contrato com a NASA no programa Artemis, que visa levar astronautas de volta à Lua.


