O bilionário de tecnologia Peter Thiel iniciou uma série de palestras em Roma, entre os dias 15 e 18 de março, que geraram desconforto na Igreja Católica. Os encontros, que discutiram o conceito de anticristo, foram fechados ao público e à imprensa, e contaram com a participação de convidados restritos.
O evento, intitulado ‘O Anticristo Bíblico’, foi alvo de críticas, especialmente após o padre Paolo Benanti, que aconselha o papa sobre inteligência artificial, publicar um ensaio questionando a ética das ideias propostas por Thiel. Ele descreveu o bilionário como um ‘teólogo político’ que desafia os fundamentos da convivência civil.
Thiel, conhecido por fundar a PayPal e a Palantir Technologies, tem ampliado seu interesse por temas filosóficos e religiosos, discutindo cenários em que um anticristo poderia surgir em um governo mundial. A Igreja Católica, por sua vez, tem expressado preocupações sobre a influência de líderes de tecnologia e a necessidade de supervisão ética no uso das plataformas digitais.
Os encontros de Thiel em Roma foram precedidos por eventos semelhantes em outras cidades, mas a proximidade com o Vaticano intensificou as reações, levando a Igreja a se manifestar sobre a questão.


