No domingo (8), durante o intervalo do Super Bowl, o artista Bad Bunny utilizou seu tempo no palco para abordar a diversidade do continente americano. Ele afirmou que o termo ‘América’ não se resume apenas aos Estados Unidos, citando uma lista de países da América Latina, incluindo Chile, Argentina, Uruguai, e sua terra natal, Porto Rico. A frase ‘Deus abençoe a América’ foi proferida pelo cantor em inglês, refletindo uma expressão patriótica comum nos Estados Unidos.
O gesto de Bad Bunny gerou reações, especialmente do ex-presidente Donald Trump, mas se alinha com as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Brasil, que ensina a América como um continente diversificado, com múltiplas histórias e identidades. Segundo Paulo Rogério Andrade, professor de História, a confusão entre ‘América’ e o país americano é uma questão educacional que precisa ser abordada nas escolas.
O educador Tarso Loureiro destaca que a mensagem de Bad Bunny enfatiza a diversidade geográfica, histórica e étnica do continente. A BNCC propõe que os alunos analisem os processos de inclusão e exclusão das populações nas Américas, promovendo uma compreensão mais ampla da história e identidade do continente.
Além disso, o currículo escolar incentiva discussões sobre os legados da escravidão e a luta dos povos indígenas, abordando como as políticas de integração muitas vezes resultaram na negação de identidades. A fala de Bad Bunny ressoa com a proposta educacional de entender a América como um espaço plural, em constante negociação de identidades.


