No evento Century Summit VI, realizado pela Universidade Stanford, a professora de sociologia Allison Pugh alertou sobre os riscos da idealização da inteligência artificial (IA) como solução para os desafios contemporâneos. Pugh, que entrevistou cerca de cem profissionais em seu livro “The last human job: the work of connecting in a disconnected world”, defende que o futuro do aprendizado e do trabalho deve ser centrado nas pessoas.
A socióloga enfatizou que a conexão humana é essencial para a inovação e que a IA não deve substituir os chamados “trabalhos de conexão”, que envolvem empatia e interação humana. Pugh destacou que a fricção nas relações é necessária para o aprendizado e que a IA, ao eliminar essa fricção, pode comprometer a capacidade de se relacionar e inovar.
Ela também mencionou que a Meta está investindo US$ 65 milhões para apoiar políticos favoráveis à indústria de IA, ressaltando a prioridade corporativa da empresa em relação à tecnologia.


