No último dia 24 de fevereiro de 2026, a professora de sociologia da Universidade Johns Hopkins, Allison Pugh, apresentou uma palestra impactante no Century Summit VI, realizado pela Universidade Stanford, que abordou o tema ‘Longevidade, aprendizado e o futuro do trabalho’. Pugh alertou para os riscos associados à idealização da inteligência artificial (IA) como solução para os desafios contemporâneos.
Em seu recente livro, ‘The last human job: the work of connecting in a disconnected world’, Pugh argumenta que o futuro do aprendizado e do trabalho deve ser centrado nas interações humanas. Ela introduziu o conceito de ‘trabalho de conexão’, referindo-se a profissões que exigem empatia e a capacidade de ver o outro, como médicos e terapeutas.
A socióloga enfatizou que a IA, embora vista como uma ferramenta eficiente, pode comprometer a capacidade humana de se relacionar e de construir conexões significativas. Pugh destacou que a fricção nas interações é essencial para o aprendizado e a inovação, e que a IA pode eliminar essa fricção, prejudicando o desenvolvimento pessoal e profissional.
Recentemente, o jornal The New York Times relatou que a Meta, empresa mãe do Facebook, Instagram e WhatsApp, planeja investir US$ 65 milhões em 2026 em apoio a políticos favoráveis à indústria de inteligência artificial, o que destaca a prioridade corporativa em torno da tecnologia.


