O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a demissão de Pam Bondi do cargo de procuradora-geral dos EUA nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026. A decisão foi comunicada em meio a crescentes frustrações de Trump com o desempenho de Bondi, especialmente em relação à condução dos processos investigativos relacionados ao caso de Jeffrey Epstein.
Logo após assumir o cargo, Bondi prometeu uma divulgação rápida e completa dos documentos relacionados a Epstein, o que gerou expectativas tanto entre seus apoiadores quanto na opinião pública. No entanto, essa promessa não foi cumprida, e o Departamento de Justiça, sob sua liderança, alegou que a complexidade dos arquivos dificultava a divulgação imediata, o que poderia prejudicar investigações em andamento.
A situação só começou a mudar com a aprovação da Lei de Transparência dos Arquivos Epstein, que obrigou o governo a liberar milhões de páginas de documentos retidos. Mesmo assim, a divulgação foi marcada por problemas, com Bondi apresentando os documentos de maneira fragmentada e repleta de erros, levando a acusações de que ela estaria tentando atrasar o processo ou proteger pessoas envolvidas.
Em fevereiro, durante uma audiência no Congresso, Bondi foi vista manuseando dossiês que continham informações sobre as investigações, o que gerou críticas da oposição democrata. A deputada Pramila Jayapal, cujo histórico de buscas foi mencionado nos documentos, acusou o Departamento de Justiça de espionar membros do Congresso. Os deputados, de ambos os partidos, expressaram preocupação com a transparência das investigações e acusaram o governo Trump de acobertamento, uma vez que os documentos que tiveram acesso ainda apresentavam tarjas.
A audiência foi marcada por momentos tensos, com questionamentos sobre a atuação do governo na investigação e possíveis conexões entre Trump e o escândalo de Epstein.


