Um estudo inicial da Universidade de Brasília (UnB) aponta que o ômega-3 DHA pode ter um papel importante na indução da morte de células cancerígenas do ovário. A pesquisa foi realizada no Laboratório de Imunologia e Inflamação do Departamento de Biologia Celular da UnB.
Os primeiros testes mostraram que o ômega-3 DHA pode induzir um tipo de morte celular chamada piroptose, que rompe a membrana das células cancerígenas e ativa o sistema imunológico para atacar o tumor. Os pesquisadores enfatizam que, nos testes laboratoriais, a substância demonstrou eficácia em eliminar células cancerígenas sem afetar as células saudáveis.
É importante ressaltar que esses resultados são preliminares e que a pesquisa ainda precisa avançar por várias etapas antes de se chegar a uma conclusão definitiva. O próximo passo envolve testes em animais, e somente se esses forem bem-sucedidos, serão realizados testes em humanos.
A coordenadora do laboratório, Kelly Grace, destacou que o objetivo não é substituir tratamentos convencionais, como a quimioterapia, mas sim explorar novas possibilidades de moléculas adjuvantes. A descoberta foi inesperada, considerando que o laboratório pesquisa a relação entre alimentação e câncer há uma década.
O ômega-3 DHA pode ser obtido através de peixes de águas frias, como salmão e sardinha, ou por meio de suplementação. A pesquisa sugere que a substância pode ser utilizada tanto de forma preventiva quanto como um complemento aos tratamentos tradicionais.


