Uma pesquisa realizada por pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) revelou que 18,86% dos universitários entrevistados relataram ideação suicida. O estudo, publicado no periódico The Lancet Regional Health – Americas, destaca a crescente preocupação com a saúde mental entre estudantes, que se tornou uma questão recorrente nas instituições de ensino.
A pesquisa envolveu 3.828 participantes e analisou diversos fatores psicossociais, como solidão, otimismo e experiências adversas na infância, para entender melhor a complexidade da ideação suicida, que pode ocorrer mesmo na ausência de sintomas depressivos intensos. Os resultados indicam que a depressão, embora seja um fator preponderante, não é o único elemento a ser considerado.
Os pesquisadores enfatizam a importância de uma abordagem mais ampla na avaliação da saúde mental, sugerindo que estratégias de prevenção e identificação precoce devem incluir a promoção do otimismo e o fortalecimento de vínculos sociais. Os dados também revelaram que a solidão e experiências de maus-tratos emocionais na infância têm um impacto significativo na saúde mental dos estudantes.
O estudo foi financiado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).


