A Polícia Civil do Distrito Federal realizou, na tarde desta terça-feira (23), o depoimento do ex-presidente Jair Bolsonaro a respeito da pistola registrada em seu nome, que foi apreendida durante uma blitz na semana passada. O delegado Thiago Boeing, da 17ª Delegacia de Polícia, chegou ao condomínio onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por volta das 14h30.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, negou o pedido da polícia para que o ex-presidente fosse ouvido por videoconferência, citando restrições legais para o uso de comunicações eletrônicas.
A pistola, uma Glock 9mm, estava no veículo de um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que atua na segurança de Bolsonaro e foi apreendida por não estar acompanhada do Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf). O caso é investigado pela Polícia Civil do DF e está sendo acompanhado pelo STF.
Investigadores indicam que, dependendo dos elementos coletados no inquérito, as condutas de Bolsonaro e do militar podem ser enquadradas como infrações administrativas ou violações do Estatuto do Desarmamento, com penas que variam de 3 a 6 anos de prisão, além de multa.
Bolsonaro, que cumpre atualmente uma pena de 27 anos e 3 meses de prisão, está sob prisão domiciliar desde 24 de março deste ano, autorizada por Moraes para sua recuperação de uma broncopneumonia.


